Síndrome de Dumping

Pra quem é gastroplastizado, a síndrome de dumping volta e meia resolve aparecer. Não demora muito após a alimentação completa ser liberada e não muito tarde você vai ter certeza do que é um dumping: taquicardia, sudorese, pressão baixa e aquela sensação que você precisa deitar logo antes que seu corpo amoleça no chão.

Antes que você venha pensar que coitadinho de quem fez redução de estomago, porque agora essa pessoa precisa sofrer do dumping, fique sabendo que este só acontece pela alimentação do paciente. Ou seja, dá pra evitar.

sindrome dumping Síndrome de Dumping

Dumping: ele ainda vai te pegar

Geralmente o dumping ocorre quando há um esvaziamento gástrico precoce, ou seja, você comeu algum alimento rico em açucar que rapidamente foi parar no seu intestino. Existem dois tipos de dumping, o precoce faz seu intestino distender muito rapidamente e aumentar suas contrações. Nessa brincadeira vai te dar uma nausea ou diarréia, pode postar.

Já o outro tipo, que é o tardio, este sim vai te fazer suar frio, sentir aquela moleza que parece que você vai morrer e baixar sua pressão. Neste momento uma hipoglicemia vai ocorrer no dumping, pelos altos níveis de insulina que foram utilizados pra combater tanto carboidrato (açucar mesmo) no seu sangue, é um efeito rebote.

Audax 200 Balneário Camboriú

Gastroplastizado no ciclismo – Audax 200 Km

O que é Audax? Mas tem certeza que você vai aguentar fazer 200 kilômetros de bicicleta? Mas é num dia só? E como você vai fazer pra comer se seu estômago é tão pequeno? Mas como fica a questão da absorção com o desvio intestinal?

Estas perguntas muita gente me fazia quando eu comentava que o projeto era completar um Audax de 200 kilômetros depois de fazer a gastroplastia. Audax é um evento ciclístico não-competitivo de longa distância, conhecido internacionalmente pelo nome de randonnée. No dia do evento, você e mais centenas de ciclistas vão pedalar 200 kilômetros dentro de um período de até 13:30 horas com paradas programadas a cada 50 km.

IMG 2244 Gastroplastizado no ciclismo   Audax 200 Km

Audax 200 Balneário Camboriú

A preparação envolveu consultas a nutricionistaCarina Pensky May – e ao cirurgião – Jorge Massahiro Nakassa – que me auxiliaram muito antes e durante o Audax. Principalmente a nutricionista com as dicas de alimentação durante o pedal, foram fundamentais.

Na semana anterior ao evento iniciei uma dieta rica em carboidratos para que o acúmulo nos músculos fosse maior, gerando uma reserva energética nos dias anteriores. Os treinos foram dosados também de forma que nos dias anteriores fosse possível fazer um descanso, favorecendo a recuperação muscular e também o processo alimentar para guardar energia.

Durante o Audax, todo o preparo físico e alimentar foi excelente. Mas o preparo psicológico falou bem mais alto nos kilômetros finais. A cirurgia bariátrica foi fundamental para que eu pudesse perder peso e realizar uma marca como esta, mas também não impediu que com alguns cuidados e adaptações eu pudesse completar 200 kilômetros de pedal como qualquer outro ciclista, como uma pessoa normal.

Gostou?
Veja o relato completo, com fotos e vídeo.

Um ano de gastroplastia: magro e saudável

Vida após um ano de gastroplastia

Muita gente me pergunta como é a vida após um ano de gastroplastia, todos querem saber se a fase do oba-oba continua, se é verdade que pode comer bastante sem engordar e se já é possível comer carne como um legítimo gaúcho.

Um ano de gastroplastia

Passou um ano e meio já da cirurgia bariátrica, e por vezes você nem lembra mais que é operado. É sério, tem gente que acha que isto é ruim, mas eu vejo com bons olhos, pois já retornei a minha vida normal, com hábitos um pouco melhores (ninguém falou em perfeito, ok?) e com um pouco mais de saúde. Digamos que o trabalho, família, filhos e demais preocupações do dia tornam-se tão prioritários que você acaba vivendo no automático, por vezes.

Mas, pelo menos 5 ou 6 vezes por dia precisamos nos deparar com o que nos levou a ficar obesos: a comida. E se você ainda só faz 3 refeições ao dia, saiba que você precisa mudar este péssimo hábito o quanto antes. Nas refeições, preciso sempre priorizar os alimentos que vou ingerir, porque se antes eu priorizava carnes e frituras, hoje preciso priorizar os carboidratos, fibras e saladas.

Eu não consigo gostar – de verdade – de salada, confesso que parei de brigar com elas pois preciso do que elas oferecem de bom. Então larguei geral o costume de comer carne e frituras e passei a ingerir mais comida caseira mesmo: arroz, feijão, macarrão, aipim, batata e derivados acompanhados de saladas de cenoura, rabanete, pepino, alface americana, beterraba, palmito.

um ano gastroplastia porto seguro Vida após um ano de gastroplastia

Larguei o maldito refrigerante ainda na dieta pré operatória, e desde que operei nunca mais tomei refrigerante. No começo era pela dieta que era restrita, após os 6 meses não tive vontade de experiementar, e uma única vez fui numa festa onde só havia refrigerante para beber e passei mal violentamente pelo gás do refrigerante, pois aquilo é uma bomba e estufa seu estomago até dizer chega. Não consegui comer mais nada aquele dia, sem contar a dor.

No lugar do refrigerante, sempre suco e água atendem bem, agora eu sou o chato que não toma refrigerante pra rachar uma garrafa de 2 litros entre os amigos. A cerveja é algo que próximo a um ano de cirurgia aprendi novamente a apreciar e tomar, mas em quantidade bem pequena devido ao seu alto teor calórico. Vinhos finos secos tem sido muito agradáveis e inclusive recomendados pelo meu cirurgião diariamente, numa dose moderada de até 100ml por dia, sempre a noite após o jantar.

A fase do oba-oba

Ah, que saudades da fase do oba-oba. Onde eu comia 100g por refeição no pós-operatório e ficava satisfeito como se tivesse saído de um rodízio de pizza na sexta-feira a noite.

Muita gente pensa que esta fase vai durar o resto da vida e que mesmo após um ano de gastroplastia você vai continuar emagrecendo o resto da vida. Na verdade esta fase pode durar muito tempo, desde que você mude o seu conceito de oba-oba. Não adianta querer comer como gordinho porque se você fizer, gordinho ficará novamente.

Muita disciplina ainda é necessária, e eu volta e meia me pego na ausência de usar ela. Manter o peso é uma luta diária, e eu sempre digo que é uma luta que faço 5 ou 6 vezes por dia, a cada refeição, mantendo o controle para que eu não volte a engordar. Além disso os exercícios físicos – como as minhas pedaladas – ajudam bastante a manter o corpo com um metabolismo normal, consumindo parte das calorias consumidas em excesso.

 

Pedal na estrada do Inferninho

11 meses de gastroplastia

E o tempo vai passando, e com 11 meses de gastroplastia a vida já está no automático há um bom tempo, e quando você menos espera já está tendo de regular sua alimentação novamente para que todo o seu esforço e dedicação somados com a cirurgia bariátrica não tenham sido em vão.

11 meses de gastroplastia

Parece assustador falar sobre controlar a alimentação com apenas 11 meses de cirurgia, mas é assustador mesmo. Como a vida vai ficando no automático, sua mente de gordo volta e meia tenta te sacanear aproveitando momentos de ansiedade, de cansaço ou stress para te fazer lembrar que comer é um prazer e que tudo “pode” ser resolvido comendo algo.

Lembro muito bem que meu psicólogo falou em algumas sessões de terapia no grupo pré-operatório: a gastroplastia é uma mera ferramenta, um mecanismo para você ter uma segunda chance, que você não deve jogar fora. Nos primeiros meses após a intervenção cirúrgica passamos pela fase de namoro, onde o emagrecimento é constante e a fome não existe, porém depois toda a responsabilidade volta sobre nossa força e paciência de controlar nossa fome, ou melhor, nossa vontade de comer para que não volte a ser uma compulsão por comida, como era anteriormente.

Se eu estou passando por isso? Sim, como todo gastroplastizado. Nossa vontade de mudar precisa ser grande, porque obesos após a cirurgia bariátrica ainda tem a mente de gordo. É uma luta diária com no mínimo cinco leões pra sacrificar, e não comer eles. Sempre digo as pessoas que a luta contra a obesidade não é fácil, pelo simples motivo de que você precisa encarar o seu maior problema pelo menos três vezes ao dia: a comida, nas refeições.

Pedalando eu chego lá

O que tem me ajudado muito no controle do peso e como válvula de escape no controle da ansiedade é o esporte, a atividade física.

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Pedal na estrada do Inferninho

Depois de 11 meses, não é novidade que sou adepto do ciclismo, uma paixão de adolescente que resgatei depois da cirurgia bariátrica eliminando o excesso de peso, que me permitiu voltar a pedalar. Ultimamente tenho feito em média 50km por semana devido a primavera chuvoasa que sempre faz em Joinville, mas é um número que quero elevar novamente aos 100km por semana.

O ciclismo tem me ajudado no controle de peso pelo grande gasto calórico que proporciona. Hoje meus treinos gastam na média de 750kcal por hora pedalada, apesar de ser um grande número, 30% do gasto calórico é novamente ingerido para que o corpo não fique sem carboidratos, principal combustível aos músculos enquanto se pratica o ciclismo.

Fica, a trilha tá seca (a menor das mentiras)

Mentiras que todo ciclista conta

Todo ciclista gosta de aumentar um pouco ou inventar umas belas mentiras. Isso não é só exclusividade para bebuns ou pescadores não.

Nos pedais que tenho feito, andei coletando algumas mentiras bem contadas, e resolvi publicar aqui no blog pra rir um pouco:

  1. você aguenta (clássica das mentiras, dirigida pra iniciantes);
  2. a trilha é leve;
  3. vamos na manha, sem forçar;
  4. o pedal vai ser light;
  5. é só uma subidinha, depois é tudo descida;
  6. daqui pra frente é só descida;
  7. tá chegando
  8. falta pouco, uns 10km no máximo (faltam mais de 30km, por baixo);
  9. depois daquele morro acaba a subida (e começam outras, piores);
  10. não tem areião não. Choveu e o terreno está uma beleza (beleza admirada por gente que gosta de lama);
  11. eu sei o caminho;
  12. no GPS era bem por aqui, pode vir que eu conheço;
  13. tem um visual lindo depois, vale a pena;
  14. até o *fulano* foi;
  15. eu conheço um atalho;
  16. fica traquilo, qualquer coisa eu te espero;
  17. nem precisa levar o farol, a gente chega cedo;
  18. a volta é mais tranquila;
  19. a subida é leve, vai que vai;
  20. era pra eu ter conseguido pódio, mas meu pneu furou três vezes;
  21. essa subida é moleza. Eu subi muito devagar porque meus pneus não estão bem cheios.
  22. trabalhei muito esta semana, se não estaria bem mais rápido agora;
  23. não vai chover;
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Fica, a trilha tá seca (a menor das mentiras)


Eu ainda acho que esta lista vai aumentar, quem tiver mais mentiras pra contribuir coloque nos comentários.

Miojo? Além de frito, cheio de sódio!

Reduzir sódio: vida mais saudável

O sódio, grande vilão para quem sofre de hipertensão arterial – a famosa pressão alta – está na mira do Governo Federal.

Isso não significa que o preço do sal vai aumentar ou que você vai pagar mais imposto por consumir mais sódio na sua dieta. Mas demonstra que a saúde a nível nacional está tentando junto com a indústria alimentícia reduzir as quantidades de sódio nos alimentos industrializados.

O ministro da saúde – Alexandre Padilha – deu uma bola dentro assinando um acordo com os produtores de alimentos processados para reduzir sódio em alimentos de 16 categorias. E tudo vai começar pelos pães, bisnaguinhas e massas instantâneas.

A meta do acordo é diminuir 40% do sódio nestes alimentos, visto que a Organização Mundial da Saúde – OMS – recomenda a ingestão de até 5 gramas de sal diariamente.

Mas, tudo ainda vai levar um tempo. Até porque as empresas precisam adequar suas receitas e tentar manter a mínima alteração de sabor para não perder os clientes. Espera-se que não incluam mais gorduras trans nos alimentos para reforçar o sabor.

miojo cheio de sodio sal Reduzir sódio: vida mais saudável

Miojo? Além de frito, cheio de sódio!

Algumas metas devem ser cumpridas até 2012 e concluídas até 2014. Massas instantâneas, a quantidade limite de sódio é de 1,9 até 2012. Parece pouco, mas é 30% a menos a cada ano que passa.

Já os pães de forma, o acordo prevê redução do teor máximo de sódio para 645 miligramas até 2012, e para 522 miligramas até 2014.

O pão francês, os bolos prontos, as misturas para bolos, os salgadinhos de milho e as batatas fritas devem entrar no embalo também. Até o fim deste ano, será a vez dos biscoitos (cream cracker, recheados e maisena), embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, lingüiça, salame e mortadela), caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, derivados de cereais, laticínios (bebidas lácteas, queijos e requeijão) e refeições prontas (pizza, lasanha, papa infantil salgada e sopas).

Sibutramina, vale a pena?

Sibutramina: Anvisa proíbe anfetaminas

Quem aqui nunca usou uma anfetamina ou sibutramina associado a dietas e regimes para emagrecer? Nem vou cair na besteira de perguntar o que aconteceu depois que pararam de tomar estes medicamentos pois eu já fiz 3 tratamentos com sibutramina ou anfetamina e sei bem o resultado: você vai voltar a engordar, fato.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que entre outras atividades regula venda e comercialização de medicamentos no Brasil decidiu ontem proibir boa parte dos inibidores de apetite incluindo as anfetaminas, mais conhecidos como remédios para emagrecer.

Anfetaminas famosas como femproporex, anfepramona e mazindol tiveram seus registros cancelados e deverão sair de comercialização em até 60 dias. Pacientes que fazem tratamentos para obesidade com estes medicamentos ou similares deverão ser reavaliados e orientados para um novo tratamento pelos seus médicos.

sibutramina Sibutramina: Anvisa proíbe anfetaminas

Sibutramina, vale a pena?

No caso da sibutramina a proibição ainda não foi declarada – apesar de vários outros países já terem abolido este medicamento há anos – mas, o controle de venda e comercialização da sibutramina será correlatado com a apresentação de um termo de informação sobre eficácia e segurança do medicamento, assinado pelo médico e paciente.

Existem estudos que indicam que a sibutramina pode aumentar o risco de problemas cardíacos em pacientes com fatores de risco. A decisão sobre as anfetaminas foi unânime: os quatro diretores votaram contra a manutenção da venda dos medicamentos. Falando da sibutramina, apenas o diretor José Agenor da Silva defendeu sua proibição.

Fonte: Anvisa

10 meses de gastroplastia, adeus gesso!

10 meses de gastroplastia

São 10 meses de cirurgia bariátrica e no dia de ontem tive uma consulta de acompanhamento pós gastroplastia com o meu cirurgião, o Dr. Jorge Massahiro Nakassa lá na Obesimor.

10 meses de cirurgia bariátrica

Nos últimos 30 dias não tenho muitas novidades diretamente relacionadas ao tratamento em si. Nesta consulta com o cirurgião ele tratou de assuntos de reincidência da obesidade em grupos com mais de 36 meses de tratamento pós, onde os índices são bem altos. Há sempre uma preocupação em não fazer parte deste indicador, e é o que venho tentando no tratamento.

Hérnia

Eu estava particularmente incomodado com uma suspeita de hérnia no meu abdomem. Relatei na consulta com o cirurgião e depois de muito aperta aqui, tosse ali, faz força aqui e empurra a barriga pra fora ele não conseguiu identificar nenhuma hérnia. Fiquei contente pois assim posso pedalar sem procupação.

Meta de Emagrecimento

Achei estranho que meu cirurgião nunca tinha comentado em meta de emagrecimento ou um peso ideal. Ele sempre se preocupou mais com o caminho do que com o objetivo em si. Hoje ele comentou que 89kg era um bom peso para se manter para o resto da vida pós cirúrgica. Na triagem registraram 90kg, o que me coloca a mero 1kg da meta com a cirurgia bariátrica.

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10 meses de gastroplastia, adeus gesso!

Gesso

Na última semana retirei o maldito gesso que estava imobilizando minha fratura no escafóide. Foi um saco usar o gesso e a alegria de poder voltar novamente tomar banho sem um saco plástico no seu braço é realmente algo muito bom. Sem contar que agora já posso voltar a treinar para o Desafio Marcio May, outra prova de MTB que quero tentar participar ainda este ano.

Presente de 9 meses de gastroplastia, fratura na escafoide

9 meses de gastroplastia

Depois de 9 meses de redução de estomago, você já tá bem informado sobre uma alimentação correta e que seja compatível com bons padrões alimentares.

9 meses e educação alimentar

Sim, eu sei que se for pra ficar só comendo coisas naturebas e 100% saudáveis você precisa ser muito aplicado e sinceramente um obeso mórbido que precisou de ajuda médica com uma cirurgia bariátrica não é nenhum grande exemplo a se seguir. Mas, com intervenção médica ganhamos uma segunda chance, que podemos usar para educar nossa alimentação ou para estragar novamente, vai de cada um.

Eu mesmo costumo dizer que não existe este negócio de reeducação alimentar pra obeso mórbido, até porque ele nunca teve educação pra comer. Se a tivesse não teria chegado no peso absurdo. Então o correto é uma educação alimentar. Minha educação alimentar tem sido comer menos carne, e chega ser estranho isso vir de um cara carnívoro assumido como era.

Carne, vilã?

Era.
Com a gastroplastia aprendi saborear pequenos pedaços de carne, eventualmente, e não mais todos os dias em forma exagerada quando 80% do meu prato era composto por carne (sim, 0s 20% restantes eram maionese ou batata frita).

Apesar da carne ser uma ótima fonte de proteinas e ferro, não tenho mais todo aquele frenesi por carne como antes da cirurgia bariátrica. Hoje carne representa 20% do meu prato, onde os 80% restantes são carboidratos, saladas e vegetais.

Beto Carrero MTB

Treinando para o Beto Carrero MTB, que acontece amanhã, sofri uma queda e fraturei a escafoide. Infelizmente este ano não poderei mais competir nesta prova, mas ainda há esperanças de participar do Desafio Marcio May que acontece no final de novembro.

curtir marcelo 9 meses de gastroplastia

Presente de 9 meses de gastroplastia, fratura na escafoide

Estou usando gesso para imobilizar a fratura e calcificar o osso por uma semana, mas meu retorno ao médico ortopedista é daqui 2 semanas para realizar outro raio-x e avaliar como foi a recuperação.

Depois deste retorno ao ortopedista espero poder retornar a fisioterapia o quanto antes para voltar a pedalar, já estou de saco cheio deste gesso e não to muito afim de usar ele por mais de 3 semanas.

Raio-X de fratura na escafoide

Escafoide, fraturas no ciclismo

Por mera coincidência resolvi escrever sobre a escafoide. Na última semana estive treinando apesar do período chuvoso em Joinville, e retornando para casa sofri uma forte queda de bicicleta em asfalto, em um trajeto bem conhecido.

Da queda resultaram algumas contusões e uma fratura no osso escafoide no punho da mão direita. Tive de cancelar a participação em duas provas que ocorrem nas próximas semanas pois estou com o braço e punho engessados por 60 dias para uma recuperação desta fratura.

A Escafoide

Recorri a wikipédia para fundamentar e conhecer um pouco mais

O escafoide é um dos oito ossos que formam o carpo. É classificado como um osso curto e localiza-se lateralmente em relação aos outros ossos do carpo. No carpo, a fratura do escafoide é a lesão óssea mais frequente, presente em cerca de 60% das fraturas desta região da mão. Esta incidência chegou a 78,8% das fraturas de ossos do carpo em um total de 6390 fraturas dos ossos do carpo descritas.

Quando ocorre uma fratura na escafoide, existe uma grande preocupação em relação a sua calcificação, porque a irrigação sanguínea pode ter sido comprometida, além deste osso já ser de pouca irrigação natural.

fratura escafoide Escafoide, fraturas no ciclismo

Raio-X de fratura na escafoide

Ciclismo

No ciclismo geralmente as fraturas ocorrem em quedas com apoio sobre a mão espalmada/distendida no chão. A utilização de luvas minimiza o dano a pele mas não evita fraturas no osso pois a mesma ocorre devido ao impacto da queda.

Há de se tomar um cuidado no diagnóstico sem avaliação médica, pois a fratura é facilmente confundida com os mesmos sintomas de uma contusão: dor e edema no punho, normalmente abaixo do polegar e tensão na região da fratura.

Tratamento

Em todos os casos é engessado o braço incluindo o polegar por pelo menos 60 dias, devido a lenta recuperação deste osso devido a baixa irrigação.

Em alguns casos a calcificação da escafoide pode não ocorrer e os fragmentos do osso não se consolidam. Nesses casos, a cirurgia é indicada para colocação de fios de kirschner.

Passado o período do gesso, o ciclista geralmente passa por algumas sessões de fisioterapia e gradualmente pode ir retornando aos treinos habituais.